terça-feira, 20 de maio de 2014

Musa maldita

Vem, óh musa triste a cantar
Seu canto fúnebre de luto
Que faz bater seu peito quase morto
Na rítmica agônica do chorar. 
Te busco em pensamento
Aurora que não há de porvir 
Já não lembro seu sorrir
Ofuscado pela dor de seu lamento.
Seu viver se finda, se encerra
Em seu pensamento lúgubre, infeliz
Percorre o caminho da vida por um triz
Morta, entre os vivo a vagar na terra. 
Brada um voz em seu sepulcro
Ouça essa alma que a ti grita
Musa triste devolva minha vida
Brada sempre, brada: Maldita!

Luz e treva

Me enche de glória, Oh esplendoroso terror
Magnifica morte que almejo para outrora
Me leva em seus  braços cobertos de lama
Me leve pra treva, me leva embora. 
De que me adianta tanta luz?
Se dentro de mim, só a dor da escuridão
Lemurias de um anjo quase morto
Sem paz, sem vida, sem salvação. 
Óh, desgraçada de meus dias!
Me coroastes de espinhos para que eu fosse tua serva.
Deus fez a trevas para que pudéssemos ver a luz, 
Ou fez a luz pra que ficássemos na treva? 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Uma parte de mim

O peso das minhas contas voltou. 
Sinto falta da minha solidão. Não quero ficar sozinha. O ameno de minha dor se escondeu na escuridão. Quem apagou a luz? Quando foi que eu apaguei minha luz? 
Como me livrar desse tumor em minha alma que cresce a cada dia? Meu In Extremix me atiça todos os momentos, quero ir mas não posso. E isso dói. Nemias de meu doce funeral, parem de cantar, me destrói por dentro não poder seguir seu canto fúnebre.