Vede a luz, a noite em gala se esconde.
Corpos putridos corroidos,
Os vermes saltam dos olhos da besta,
Como demonios pelo supremo esquecidos.
Asmodeus, julgando sua depravação.
Nessa noite escurecida existe,
Aquela que sempre vinha cantando,
Mas esta noite não, esta tão triste,
A lua apareceu chorando.
As estrelas viram a lua se escondendo
Sussurraram para ela ser forte
Mas a lua com sangue nos olhos e medo
Murmurou: vede a luz, aguardo minha morte.
A era das trevas começa
Deus esta vomitando
a alma dos seus filhos
Que se de inicio o
exorcismo dos vermes
A decomposição dos anjos carnívoros
Somos o resto da carniça que os vermes não quiseram comer
O demônio já nos julgou
Vamos queimar nossa carne podre no inferno
Nossos alimentos são os fetos da prostituta fracassada
Dos nossos olhos saltam a secreção do doente
Tão escuro imenso
A tristeza profunda
Corpos pútridos, imersos
Na terra escura, morada dos vermes.
As cruzes espetam o céu, negro
Carregado de estrelas mortas,
O rei cego, os demônios estão sepultando,
Com a trilha sonora do inferno,
A noite perde seu encanto.
Ando por uma Estrada totalmente desconhecida,Vivo em um lugar que não é meu,Resgato pessoas de minha mente esquecida,Insisto em uma vida que já morreu.Faço planos e invenções provisórias,Que se desfazem e caem em decadência,Vago pela noite em busca de felicidades ilusórias,E Dou valor a seres que desprezam minha existência.
Nesse mundo de incertezas, eu sou
a sua maior desgraça.
Não ande ao meu lado, pois eu
cutucarei suas feridas,
Matarei seus sonhos, destruirei
sua vida.
Você já destruiu minha quimera, e
me afastou do meu prazer,
Dedico minha vida morta para
sucumbir sua alma,
Apodreça em meus braços, eu te
levo para a eternidade.
Eu sacrifico meu espírito, e
corrôo minha essência,
Serei seu veneno em forma de
prazer,
Desprezando a origem de sua
existência.
Assim será meu ultimo suspiro
Como a folha de uma árvore que cai
Triste e silenciosa
Como a ferida pelo espinho de uma rosa
Como um sonho que nao volta mais.
Quero que assim seja em meu funeral
Não espero lagrimas quando me for
Desejo quem me amava em minha despedida
Não espero a presença do meu amor
O que em vida amei e que me tirou a vida.
Ande pelo vale da morte comigo
Sinta o cheiro pútrido da carniça
Veja o que eu vejo nos olhos da besta sobre o seu tumulo
Que transpira sangue, suor e malicia.
Coloque seu vestido negro
Inspirado na noite sem estrelas
Venha para o centro das cinco pontas
Feche seus olhos carregados e tente vê-las.
Aqui onde tudo esta perdido
E a olho nu se pode ver a decadência
Onde fracos e fortes são massacrados
E os curumins já perderam sua inocência.
