Eu queria algo novo, algo menos poético, mais carne, mais alma, sangue... Cansada do singelo, busquei, sem saber onde, o meu desejo e encontrei.
Dádiva de um sonho, o centro acolhedor do paraíso.
Ela é o arrepio na alma, o desejo bruto, atiça minha fome de si, a sede, o desespero.
Um poeta sem sua musa inspiradora, deixa de existir.
Um poeta com sua musa inspiradora, morre a cada poema, se elevando ao paraíso.
Ela é minha melhor poesia, e meu desejo agora é morrer em seus braços todos os dias da minha vida!
domingo, 12 de outubro de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
Musa maldita
Vem, óh musa triste a cantar
Seu canto fúnebre de luto
Que faz bater seu peito quase morto
Na rítmica agônica do chorar.
Te busco em pensamento
Aurora que não há de porvir
Já não lembro seu sorrir
Ofuscado pela dor de seu lamento.
Seu viver se finda, se encerra
Em seu pensamento lúgubre, infeliz
Percorre o caminho da vida por um triz
Morta, entre os vivo a vagar na terra.
Brada um voz em seu sepulcro
Ouça essa alma que a ti grita
Musa triste devolva minha vida
Brada sempre, brada: Maldita!
Luz e treva
Me enche de glória, Oh esplendoroso terror
Magnifica morte que almejo para outrora
Me leva em seus braços cobertos de lama
Me leve pra treva, me leva embora.
De que me adianta tanta luz?
Se dentro de mim, só a dor da escuridão
Lemurias de um anjo quase morto
Sem paz, sem vida, sem salvação.
Óh, desgraçada de meus dias!
Me coroastes de espinhos para que eu fosse tua serva.
Deus fez a trevas para que pudéssemos ver a luz,
Ou fez a luz pra que ficássemos na treva?
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Uma parte de mim
O peso das minhas contas voltou.
Sinto falta da minha solidão. Não quero ficar sozinha. O ameno de minha dor se escondeu na escuridão. Quem apagou a luz? Quando foi que eu apaguei minha luz?
Como me livrar desse tumor em minha alma que cresce a cada dia? Meu In Extremix me atiça todos os momentos, quero ir mas não posso. E isso dói. Nemias de meu doce funeral, parem de cantar, me destrói por dentro não poder seguir seu canto fúnebre.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Desabafo
E o que é essa mania que eu tenho de me excluir de todos?
Me achar superior? Não, muito pelo contrário. Eu me vejo como a cara do fracasso. Não consigo lembrar de algo bom que eu já tenha feito, e meus talentos estão se esvaindo conforme destruo minha saúde.
Não tenho animo com coisas novas, e as velhas já saturaram minha paciência, e no mesmo ritmo em que o novo se apresenta, pra mim ela já ta velho, ta gasto, não me impressiona. E quando alguém me afronta, nem sinto vontade de me defender, fico calada, estou cansada, psicologicamente, cansada fisicamente, sem ao menos sair do lugar. E não saio mesmo. Por mais que eu ande não chego a lugar nenhum, sempre volto ao ponto partida.
Forças pra mudar? Não tenho, e quando tenho, por mínima que seja, sempre deixo pra depois, pra poder descansar um pouco mais. Como se uma força me puxasse pra baixo sempre.. E eu sempre vou!
Ambição da morte
Vida, o triste lamento daqueles que sabem esconder.
Esconde de si mesmo, a louca vontade de encurtar esse período.
Mas que tanto vai deixar, para aqueles que nunca vão apreciar, com o devido valor, que a morte os daria.
Ela passa por nós todo o momento, nos poupando de nos levar em seus braços, pois ainda não temos caos suficiente. E é disso que ela se alimenta.
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